quinta, 17 de agosto de 2017
 
Estação Ecológica

A Reserva Ecológica Luiziana têm por finalidade manter ecossistemas naturais de importância local e regular o uso admissível desta área, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos da conservação ambiental. A Reserva Ecológica estabelecida por ato do Poder Público são as seguintes: 

  A Estação Ecológica de Unidade de Conservação Municipal em Área Rural de Proteção Integral, de Luiziana, criada pelo Decreto Municipal nº 441/09, de 23 de março de 2009, e a aquisição do domínio do imovel através da Lei Municipal 464/09 de 16 de abril de 2009, denominada de ESTAÇÃO ECOLÓGICA LUIZIANA, abrange cerca de 1.166 hectares, igual a 481,81 alqueires.  

  O preço do negócio jurídico é de R$ 4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentos mil reais), e a quitação dar-se-á fracionadamente, o equivalente: 
- no primeiro ano, 50% (cinqüenta por cento) do valor recebido pelo Município a título de ICMS Ecológico, por biodiversidade, oriundo da mencionada área;
- nos anos seguintes, 60% (sessenta por cento) do valor recebido pelo Município a título de ICMS Ecológico, por biodiversidade, oriundo da mesma área.

  De acordo com a Lei Municipal 441/09, de 23 de março de 2009, a previsão para a quitação da área da Estação Ecológica Luiziana, é de 12 (doze) anos, contando-se como termo inicial a data do primeiro repasse do ICMS Ecológico, por biodiversidade, que o Estado fará ao Município de Luiziana, previsto para janeiro de 2010.

  O objetivo de sua criação foi à proteção de ecossistemas de interesse científico e o desenvolvimento de estudos da fauna e flora nativas e suas inter-relações.   Dos estudos já realizados, originaram-se coleções representativas de espécies ameaçadas de extinção ocorrentes na região como: bugio (Alouatta guariba), tapiti (Sylviagus brasiliensis), paca (Agouti paca), gato-do-mato pequeno (Leopardus tigrina) (gato-do-mato pequeno), queixada (Tayassu pecari), araçari-de-bico-branco (Pteroglossus aracari).

  A Estação Ecológica Luiziana é formada por espécies típicas da Floresta Ombrófila Mista, como aAraucária angustifólia (pinheiro) e a Ilex paraguariensis (erva-mate), e da Floresta Estacional Semidecidual, como Peltophorum dubium (canafístula), Parapiptadenia rigida (angico), Balfourodendron riedelianum (pau-marfim), Aspidosperma polyneuron (peroba), entre outras, ocorrendo simultaneamente.  

  A remanescente vegetação foi submetida no passado a cortes seletivos, quando foram retiradas as melhores madeiras. Nas bordaduras, devido a maior luminosidade, encontra-se presença de taquaras e espécies pioneiras, como Cecropia pachystachia (embaúba) e Ocotea puberula (canela-guaicá).

  Apesar da exploração seletiva da floresta, realizada em épocas passadas, a vegetação da área de estudo constitui-se em remanescente importante para a conservação da biodiversidade, especialmente numa região onde a fragmentação e degradação dos ecossistemas é muito intensa. 

  Com 1.166 hectares a área de mata em Luiziana é a maior estação ecológica municipal do Brasil. A Estação Ecológica tem seu direcionamento voltado para pesquisa científica. Não pode receber visitação como parque de lazer. As visitas são apenas para fins de pesquisa.

  A estação de Luiziana  que fica a 55 quilômetros  de distância da cidade, está em uma área de transição e por isso é possível encontrar no  mesmo local espécies de diferentes biomas florestais.  Na estação encontra-se pinheiro do Paraná nativo e peroba nativa, que são espécies de florestas distintas. É muito raro isso acontecer. Ocorre em Luiziana por causa da transição”.

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