A ação visa combater o mosquito da dengue também transmissor da febre chikungunya
Com o calor intenso e a frequência de chuvas levaram a Secretaria de Saúde através do setor de Endemias, definir pontos estratégicos para o trabalho de combate de possíveis criadouros do mosquito da Dengue em Luiziana. O cemitério Municipal é um dos pontos estratégicos e agentes de endemias trabalham para eliminar potenciais criadouros do mosquito transmissor, por isso há uma dedicação constante ao combate da dengue.
Segundo um dos agentes de endemias, Sidnei Michask, o trabalho precisa ser rápido porque o cemitério é considerado um local em potencial para a reprodução dos mosquitos, tendo em vista a quantidade de utensílios propícios ao acumulo de água. A ação é realizada a cada 15 dias no cemitério municipal de Luiziana.
Além dos agentes que desenvolvem as ações de combate aos criadouros do mosquito da dengue,o cemitério possui também dois servidores públicos que fazem a vistoria diária para evitar que a agua fique acumulada nos túmulos e em vasos de flores. Os funcionários do cemitério são responsáveis também pela limpeza do local, fazendo a retirada de flores e coroas feitas com flores naturais, além de capinar, eles fazem a roçada e organização do local como pequenas obras.
A luta contra o mosquito transmissor é estendida a todo o município, apesar de ter sido confirmado apenas um caso importado nesse ano. “Precisamos estar juntos no combate ao Aedes Aegypti, esta é a forma mais eficaz de se evitar a epidemia da doença na cidade”, destacou o administrador do cemitério. Uma das preocupações da secretaria de saúde também é com a febre chikungunhya que é transmitida também através do mosquito Aedes Aegypti.
Febre Chikungunhya
O mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes Aegypti, é o transmissor de uma doença nova no Brasil, a febre chikungunya, que surgiu na África e vem avançando pela América do Sul. As duas doenças são bastante
parecidas. É preciso estar atento para prevenção e tratamento.
Ambas têm em comum o agente transmissor, o Aedes Aegypti, e os sintomas que são parecidos, bem como o tratamento. A diferença é que a febre chikungunya é de período mais curto e os sintomas hemorrágicos são menos observados. A principal diferença da chikungunya é a sensação de fortes dores nas articulações, com sinais de flogose – vermelhidão, dor, inchaço e calor. As duas doenças são diagnosticadas com exames de laboratório e podem se manifestar em um mesmo paciente.
Prevenção
Tanto na dengue quanto na chikungunya a melhor forma de prevenção é a mesma: combater os focos do mosquito transmissor. A proteção se dá, basicamente, combatendo o vetor, em grande parte um dever da população, dando destino adequado ao lixo doméstico, principalmente vasilhames plásticos. É fundamental não permitir em sua residência locais que sirvam de criadouro para o mosquito, uso de repelentes, inseticidas e mosquiteiros.
Uma vez diagnosticadas por meio de exames, ambas as doenças devem ser tratadas com analgésicos e antitérmicos e hidratação, tanto via oral quando venosa.
Tanto para a dengue quanto para a chikungunya não há vacina nem antiviral específico. Embora a febre de chikungunya não seja uma doença de alta letalidade, dizem os médicos, ela tem elevada taxa de morbidade associada à artralgia persistente.
Maritania Forlin – assessoria de imprensa




